
A semana foi bastante engraçadinha. Vários amiguinhos fizeram a mesma piadinha suuuper legal: E agora, tá fazendo faculdade pra quê?
Se já debochavam do curso de jornalismo, falando que eu fazia parte de um bando de desocupados que não faz nada além de ler e escrever (como se fosse pouco², como se fosse só), agora ainda zoam que nem preciso perder tempo nem dinheiro para ir a aula.
Se qualquer um pode ser contratado por um jornal, por que investir em alguém que, por ser "diplomado" será mais caro? Discordo em parte dos meus amiguinhos. Por mais "caro" (como se salário de jornalista fosse bom) que seja um profissional com terceiro grau, realmente acredito que as empresas continuarão a valorizar o pedaço de papel que recebemos ao final de quatro anos.
O presidente das organizações globo mandou uma mensagens aos seus funcionários na terça-feira, se não me engano. A empresa continuará a buscar nas instituições de ensino superior os talentos que procura para o seu quadro. Enquanto alguns colegas diziam que era papinho de chefe, demagogia, eu acreditei (muito inocente, será?).
Sinceramente, não acredito que o mercado vá mudar tanto. Não agora. Os freelas já estão aí aos montes e mais montes. Os salários já são mínimos (se bem que tudo sempre pode piorar). Será que temos (futuros profissionais) tanto assim a perder?
Os blogs já estão aí, aqui, dominando tudo e mais um pouco. Qualquer um pode escrever, ter espaço e repercutir. Além disso, bom escritor não é formado por escola nenhuma. Ela pode lapidar, ensinar técnicas, mas não faz quem nasce pronto, ou quase, para ser lido, visto, ouvido.
Porém (ah, porém!), convenhamos que um blog do Zé das Couves não é um jornal com décadas de história, um canal de tv com mais de 60 milhões de expectadores. Que assinar como João do Açougue não é o mesmo que ter o respaldo de um veículo de porte. Será que qualquer um entrará de fato em um espaço tão seleto, tão restrito, tão competitivo? Será que os donos abrirão suas portas para todo mundo que bater? Não, não creio. Mas alerto: não podemos deixar de tomar cuidado. Sempre terá quem force a entrada, e quem faça vista grossa a quem não foi convidado.
Desvalorização do profissional? Em teoria, sim. Na prática? Vamos esperar (e quem sabe pagar) para ver.
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